Rodrigo Costa
@rodrigoadcosta · 17 de março de 2026 às 15:35
$USIM5 $GGBR4 📉📈 UBS BB ELEVA RECOMENDAÇÃO DE USIMINAS PARA COMPRA E PREÇO-ALVO DE R$ 6,80 PARA R$ 9 O banco elevou a recomendação das ações da Usiminas para compra, com preço-alvo de R$ 9, o que equivale a um potencial de ganho de 41,1% no comparativo com o fechamento do papel no pregão de ontem. O UBS BB avalia que a companhia está melhor posicionada entre os pares diante das medidas antidumping impostas ao aço importado, principalmente o chinês. "Acreditamos que a empresa está bem posicionada para capturar os esforços de aumento de preço em andamento por parte das usinas e distribuidores domésticos, enquanto também ganha participação de mercado das importações chinesas", disseram os analistas Caio Greiner e Arthur Biscuola, em relatório. Segundo a instituição, a empresa poderá alcançar um potencial de margem Ebitda na divisão de aço de 13% a 15% nos próximos trimestres (mais provavelmente em 2027), ante uma margem de cerca de 6% em 2025 - um impacto de alavancagem poderoso para os acionistas. "Calculamos que a ação está precificando apenas 9% de margens Ebitda, então ainda vemos potencial de alta e elevamos a Usiminas para Compra. Também definimos um novo preçoalvo R$ 9,00 (acima de R$ 6,80) assumindo um múltiplo 4,7 vezes." O banco reforça a leitura de que a Usiminas estaria bem posicionada para capturar aumentos de preços conduzidos por usinas e distribuidores e para ganhar participação diante da redução das importações chinesas de aços planos. O UBS BB afirma que a margem teria ficado em torno de 4% no quarto trimestre de 2025 e atribui parte desse resultado à sazonalidade, projetando recuperação para 7% a 8% no primeiro trimestre de 2026, com melhora gradual ao longo dos trimestres conforme os reajustes avancem. O banco também pondera que pressões de custos - com placas e carvão mais caros - devem ser parcialmente compensadas por diluição de custos fixos e melhora de mix. A instituição espera que as importações chinesas de aços planos sejam drasticamente reduzidas e vê a participação hoje ocupada pela China como espaço a ser disputado, com outras regiões absorvendo apenas parte, enquanto as usinas locais seriam as principais beneficiárias. Para o banco, o segmento de laminados a frio (CRC) e revestidos respondem por cerca de 52% dos embarques da Usiminas, enquanto HRC representa cerca de 34%. Nessa tese, o UBS BB assume que a empresa absorverá parte do volume deixado pelas importações chinesas, elevando seus embarques em cerca de 10% e reduzindo o custo por tonelada em 2% a 3% por efeito de diluição de custos fixos. O UBS BB ressalta que o setor siderúrgico brasileiro começa a ganhar atratividade com o avanço de barreiras comerciais, após um período de três a quatro anos em que a tese foi contaminada com o aumento das importações, principalmente da China. Para se ter uma ideia, as importações totais de aço no Brasil chegaram a cerca de 6,4 milhões de toneladas em 2025, cerca de três vezes o nível de 2019, o que pressionou preços e margens no mercado doméstico. Desde o início da cobertura, o banco diz que defendia a preferência por regiões mais protegidas para reduzir a exposição a dinâmicas globais desafiadoras de oferta e demanda e aos fluxos de exportação chineses. Agora, o UBS BB afirma estar mais confiante na capacidade do Brasil de defender a indústria local porque as medidas antidumping recentemente implementadas já cobrem cerca de 40% das importações totais do País, com possibilidade de novas iniciativas. Para o banco, períodos de aumento do protecionismo estão entre os poucos pontos de inflexão que fazem investidores ficarem mais construtivos com ações de siderúrgicas - movimento que, segundo o UBS BB, já ocorreu em Estados Unidos, União Europeia e México. Nesse contexto, a instituição diz acreditar que “é a vez do Brasil” e aponta a Usiminas como principal beneficiária desse cenário, enquanto mantém recomendação de compra para Gerdau.
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