Lucas Uhlig
@lucasuhlig · 06 de março de 2026 às 16:42
$VVEO3 Resultado melhor conforme antecipado no último post No final do ano passado conversamos com o time de RI da Viveo e trouxemos uma visão sobre as expectativas para o 4T25 e especialmente o 1S26: se vcs pesquisarem ali na busca podem ver Mas vamos aos resultados do 4T25 A receita líquida subiu 6,6% com destaque para laboratórios e varejo que subiram 8% e 9%, respectivamente, levando a R$3.1 bi no período Um dos pontos interessantes desse movimento é que o canal de hospitais cresceu 17% t/t, fruto de um ciclo de renegociações comerciais que foram feitas ao longo de 2025 e que devem se estender ao longo do 1S26 (esse feedback já tínhamos dado a vocês) Quando olhamos para margem bruta, ela atingiu 14,3% - uma queda de 0.4pp t/t, mas uma alta de 1.1pp a/a. O destaque aqui vem justamente das renegociações de contratos com hospitais (que gerou perda de receita ao longo de 2025), mas que agora volta a se recuperar com reajuste de preços. O lucro bruto cresceu 15,7% a/a para R$447M Quando olhamos para SG&A, houve crescimento expressivo quase 10% a/a, acima da inflação, e que representa bônus para os times - essa linha achei ruim, especialmente pq veio de remuneração num momento em que a cia está crescendo pouco mais que a inflação... Vamos monitorar nos próximos tri Com isso, o EBITDA atingiu R$195M (6,3% de margem) uma melhora de 19% a/a e 0.7pp a/a - fruto dessa melhor margem bruta e o crescimento de top line O grande problema vem agora: resultado financeiro... A despesa financeira atingiu R$190M no trimestre +17% a/a, mesmo com um custo médio de dívida de CDI+1.5%, o que consumiu praticamente todo o resultado operacional da cia e ocasionou um prejuízo líquido de R$55M no tri Quando olhamos para dívida líquida, a cia está com relação de 3,9x pro EBITDA - o que mostra desalavancagem sequencial, mas muito perto dos covenants de 4x e com esse juros altos impossibilita que a empresa tenha lucro esse ano O FCL de R$ 519,1 milhões em 2025 representa mais que o dobro de 2024 (R$ 206,2 milhões) e um recorde histórico para a companhia. Os três pilares da melhora foram: (i) expansão do FCO para R$ 670,4 milhões (+71,2% a/a), impulsionado pela disciplina de capital de giro; (ii) redução do ciclo de caixa de 52 para 44 dias; e (iii) CAPEX em queda de R$ 185,3 milhões em 2024 para R$ 151,3 milhões em 2025 (-18,3%). A companhia manteve antecipação de recebíveis em patamar estável de R$ 250 milhões no trimestre, que deve ser monitorado como variável de gestão de liquidez. Por fim, a cia deve aprofundar agora na rolagem da dívida de cerca de R$1 bi esse ano, o que é um ponto de atenção e risco para a tese Por fim, acredito que a cia está fazendo seu dever de casa, está conseguindo reduzir alavancagem e melhorando margem, porém o ambiente macro é de muita dúvida e tira bastante o interesse do mercado nesse tipo de tese por enquanto!
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